Aventure-se pelos recantos de uma Terra com história.
O concelho de Celorico de Basto pertence ao Distrito de Braga, à Comunidade Urbana do Tâmega e constitui, juntamente com os concelhos vizinhos de Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena, a muita antiga e característica área conhecida por Terra de Basto. Esta zona centra-se sobre o Rio Tâmega e apresenta uma grande identidade cultural. A beleza natural de Celorico de Basto advém-lhe do vigor da paisagem e da sábia criação de muitas gerações que ao longo dos séculos foram integrando, na paisagem, robustas e simples construções graníticas.
Chegar a Celorico de Basto foi outrora uma aventura. Hoje é muito fácil e rápido aqui chegar. O centro da Vila fica a poucos minutos do IP4 em Amarante e um pouco mais do nó da A7 / IC5 na cidade de Fafe.
Conheça os inúmeros solares e os jardins de camélias, o Castelo e Mosteiro de Arnoia, a Biblioteca Municipal Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa e os espaços verdes e ajardinados da zona ribeirinha do rio Freixieiro, as inúmeras igrejas e capelas e aprecie a nossa gastronomia local.
O concelho de Celorico de Basto possui um vasto património Histórico, Arquitectónico e Arqueológico do qual se destacam os seguintes elementos:
Castelo de Arnoia
Um conjunto notável de Casas Solarengas
Mosteiro de Arnoia e a Igreja anexa
Igreja de S. Salvador de Ribas
Igreja de Veade
Quinta do Prado
Ponte de Arame de Lourido
Castro de Barrega
Na Busca das Origens
Celorico de Basto terá sido ocupado desde tempos muito remotos, tal como nos testemunham as marcas que as civilizações mais antigas por aqui deixaram. Os mais antigos vestígios de povoamento do espaço geográfico actual do concelho de Celorico de Basto, revelados pela prospecção recente e intervenção pontual de contextos arqueológicos, são atribuíveis ao início do megalitismo, portanto ao Neolítico Médio (5.510 B.P.). Para este período pode apontar-se o grande conjunto de mamoas do Planalto da Lameira. Já o grande conjunto de habitats de fossas pode genericamente apontar-se para o período da idade do Bronze. Da Idade do Ferro destaca-se o povoado de Bouça de Mosqueiros, em Britelo, o Castro do Ladário, em Ribas, o Castro de Barrega, em Borba e o Castro de Ourilhe e outros de menor relevância. A Romanização está bem patente em Celorico de Basto e as marcas deste período encontam-se um pouco por todo o espaço concelhio.
O clima benigno, abundância de pastagens, boa água a jorrar das nascentes e cimo dum monte donde se pudesse lobrigar eventual inimigo, foram condições propícias à fixação dos homens primitivos nestas terras, quando começaram a trocar a vida nómada pela sedentária.
A Citânia do Ladário, a Estela de Vila Boa na freguesia do Rego, O castelo de Arnóia e proximidades, os inúmeros vestígios arqueológicos do Planalto da Lameira, os restos dos castros em várias freguesias, representam sólido argumento a demonstrar que esta terra foi habitada há milhares de anos.
Alguns autores, porém, ao pretenderem explicar a etimologia da toponímia local dizem ter existido por estas bandas a famosa Celiobriga que foi cidade (brigum) dos povos celerinos (celio), donde terá resultado – toponimicamente – Celorico. Povos Bástulos ou Bastiandos que por aqui se teriam fixado, podem estar na origem do patronímico Basto. Estes e outros povos peninsulares devem ter ocupado extensas áreas, desde as vertentes do Tâmega, até aos montes de Barroso e de Ceva, que, no seu todo, vieram a ser conhecidas por Terra de Basto.
O Território de Basto
O concelho de Celorico de Basto, juntamente com os concelhos vizinhos de Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena, integra a muito antiga e característica área conhecida por Terra de Basto, localizada numa faixa de transição entre o Noroeste Atlântico e o Nordeste Transmontano.
Centrada sobre o rio Tâmega, esta zona representa uma identidade geográfica e cultural muito específica, talvez motivada pela situação de vale encaixado entre as serras do Marão e Alvão (a nascente) e as serras da Cabreira e Lameira (a norte e poente). Apresenta características de zona montanhosa, com densas florestas, férteis vales e inúmeros cursos de água, proporcionando assim uma agricultura de subsistência.
À imagem de muitas outras terras, cujas origens remontam a um período que antecede os primórdios da nossa identidade nacional, os problemas relacionados com a sua origem não são de fácil resolução, tal como decorre da análise dos dois topónimos identificativos deste concelho: Celorico de Basto. Assim, relativamente ao “território de Basto”, as mais antigas referências documentais em que surgem os topónimos Basto e Celorico surgem no século XI: um de 1064 que se refere ao “Castellum Celorici et oppidi ibi...” (LEMOS, 1988) e outro de 1092 que cita propriedades “sub urbis Cellorico et territorio Basto” (DIPL. et CHARTAE. n.º 755). Aqui, tal como posteriormente nas Inquirições de 1220 (P.M. H., 1858), o nome Celorico aparece sem sobrenome, enquanto nas Inquirições de 1258 (P.M. H., 1858), já aparece o epíteto “de Basto”.
O Castelo de Celorico
É inegável, que ligado à história da Terra de Celorico, está, indiscutivelmente, o Castelo de Celorico, vulgarmente conhecido como Castelo de Arnoia (por se localizar nessa mesma freguesia), monumento militar, situado sobre a antiga povoação de “Villa de Basto” (CRAESBEECK, 1726), que foi durante longo tempo sede deste concelho.
A data da sua fundação perdeu-se nos tempos, embora se defenda uma possível edificação, sobre ruínas de um povoamento castrejo, a partir do qual se alicerçou o castelo, constituído por uma única linha de muralhas, a respectiva torre de menagem e uma pequena barbaçã, tendo uma função de sentinela defensiva, de modo a assegurar a protecção do vale do Tâmega, face a possíveis investidas árabes no decorrer da Reconquista. O certo é que o castelo e a circunscrição territorial de Celorico já existiriam desde o século XI, acreditando-se que tenha sido edificado, à imagem de outros do mesmo género, existentes no Norte do País, durante os séculos IX-X (FONTES, 1992), tal como o comprova o rude aparelho da base das muralhas e da torre ou as recentes escavações arqueológicas (realizadas em 2002), realizadas pelo IPPAR, no âmbito do projecto de recuperação deste monumento nacional. A este castelo está também ligado o feito lendário de Martim Vasques da Cunha, contado no “Livro das Linhagens”, do Conde D. Pedro.
Após a era da Reconquista, o povoamento deste território intensificou-se também decerto pela fundação, no ermo de Arnoia, provavelmente durante o século XI, de um mosteiro beneditino (os documentos mais antigos que o referem dizem respeito a doações datadas de 1076 e 1095), actualmente designado S. João de Arnoia. Este foi profundamente remodelado ao longo dos séculos, em resultado das grandes doações, que contribuíram para a posse de um amplo património, transformando-se o mosteiro num dos mais ricos da região.
Celorico de Basto tem 22 freguesias: Agilde, Arnóia, Basto Santa Tecla, Basto São Clemente, Borba da Montanha, Britelo, Caçarilhe, Canedo de Basto, Carvalho, Codeçoso, Corgo, Fervença, Gagos, Gémeos, Infesta, Molares, Moreira do Castelo, Ourilhe, Rego, Ribas, Vale de Bouro, Veade.
O Feriado Municipal é a 25 de Julho.