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VALENÇA DO MINHO

Entrar hoje na velha fortaleza de Valença é mergulhar num mundo medieval de ruazinhas estreitas e casas seculares, animadas por coloridos bazares naquele que é um dos maiores centros comerciais do Minho.

A História do Município de Valença inicia-se por volta de 1789 quando D. Maria I de Portugal, através de uma Carta Régia, incumbiu ao Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Souza que promovesse o início da catequese dos índios denominados Coroados, que por aqui já constituiam um núcleo incipiente de povoamento.

Os primeiros donos de terras, em sua luta de desbravadores incansáveis, contaram com o auxílio do silvícola domesticado, e na falta deste, e em seguida, com o braço forte da raça negra, que em um esforço conjunto, ajudou o assentamento da civilização que se instalava e também caminhava para o interior. Por essa ocasião muitos tropeiros, transportando mercadorias, vindos de Minas Gerais em direção à Corte do Rio de Janeiro, atravessavam a Freguesia de Nossa Senhora da Glória de Valença, e muitas vezes por aqui pousavam no local onde hoje encontram-se as esquinas da Avenida Nilo Peçanha e Rua dos Mineiros, que possui este nome em homenagem àqueles bravos homens que serviam de elemento de ligação e integração regional.

O Município, herdeiro de uma vocação rural e agrícola, pois suas primeiras Sesmarias datam de 1771, passou por um grande desenvolvimento e opulência à época da cultura do café, o que proporcionou à região a primeira grande etapa de unidade e civilização. Por conta disso, a região progrediu ativamente na segunda metade do século XIX. No entanto, segundo sua história, logo após a Abolição da Escravatura, Valença inicia um novo ciclo.

No final do século XIX começaram a chegar imigrantes de outros países, principalmente italianos que, como em todo o Brasil, dedicaram-se aqui à lavoura, ao comércio e à industria, impulsionando a região para uma evolução urbana de adaptação aos novos tempos, colaborando assim para transformação da cidade em um núcleo industrial.

Hoje, além desse importante aspecto industrial, Valença desenvolveu também o seu comércio, cresceu em outras áreas, tornando-se sede de Bispado, fundando uma Academia de Letras, e crescendo em sua identidade. A cidade possui uma eficiente rede de ensino de 1º e 2º graus, e sete faculdades que juntamente com outras instituições culturais, transformam a cidade em um grande Campus Universitário, proporcionando a Valença um povo educado, alegre, obreiro e atuante, que se expressa, também, através de manifestações culturais e artísticas.

Do tempo da romanização conserva o marco epigráfico que assinalava a via romana que ligava Braga a Tui, do reinado de D. Sancho I guarda a ordem de povoamento e de D. Afonso II a confirmação do foral. Chamava-se então Contrasta, por oposta que é à povoação fronteira de Tui. Hoje é conhecida por Valença e na sua História ficaram igualmente as memórias das guerras da Restauração, das invasões napoleónicas e das lutas liberais oitocentistas.